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Sem medo de levantar

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A vida verdadeira se vive com humildade, a partir dos tombos que se leva.  Desde a última vez que postei algo, muito tempo se passou. Sim, muito tempo, afinal, dois meses trazem uma carga de acontecimentos consideráveis, mesmo numa vida pacata como a minha, não? Nesse período, tivemos as férias das crianças em julho, celebramos inúmeros acontecimentos na Igreja, acompanhamos as Olimpíadas, convivemos com morte, nascimento, reencontro... Mas o que sobrou de assunto para contar aqui? Parece que nada... Acontece que a "boca" do Facebook é enorme e devora tudo com mais rapidez do que eu consigo postar no blog. Além de ser grande, ela não exige "mastigação" como o blog, que pede um mínimo de  esmero na escrita antes de publicar algo, consumindo preciosos minutos livres que às vezes não tenho.  Aí, na grande vantagem do negócio, isto é, na facilidade e informalidade de se passar o que se sente e o que se vive, aparece, com todo o respeito, um excesso de frivolid...

Valores

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No rádio e na televisão Gonzaguinha nos brindava com "O que é, O que é?", que muitas vezes cantarolávamos ao lado do campo, no Estádio de Lagoa Dourada-MG. Mas eu não estava acostumado com aquele espaço todo. O tamanho da bola também era muito diferente. Para um guri que estava acostumado a jogar no antigo pátio de terra do "Angelina Medrado", jogar futebol de campo era um sonho... Que virou suplício. Acima de tudo, devo reconhecer, eu nunca tive talento para o futebol. E o treinador tinha um jeitão que não ajudava lá muito. Talvez fossem os berros, talvez os palavrões, duas coisas que eu não tinha na minha casa. As derrotas e os fracassos no esporte praticado na juventude, contudo, forjam o caráter que se prepara para vencer na vida. Imagino que fosse isso o que motivava meu pai a colaborar, mesmo sabendo que o filho dele não tinha talento para jogar. Valeu a pena. Depois disso, joguei handebol, futebol de salão e outros esportes que, enfim, ajudaram muito na m...

A furadeira

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Clique para ampliar Eu ouvi um barulho de furadeira no meio da madrugada, mas o torpor do repouso impediu-me, num primeiro instante, perceber do que se tratava. Recuperada a consciência, dei-me conta de que era apenas o Bolt na sala. Sim, o Bolt, roncando num "tom" que eu ainda não conhecia. Virei de lado e dormi novamente. Tranquilo. Isso ocorre por causa do focinho achatado da raça dele. Há um ano eu nem imaginaria tal cena. E nem há mais ou menos dez meses atrás, quando ele chegou, da forma que eu já relatei antes aqui no Blog em " Atingidos por um raio ". Exatamente em 9 de junho nosso amiguinho completou um ano de vida. No período em que está conosco aprendemos muito acerca dos cães e, um pouco, sobre pessoas também. Clique para ampliar Passei a infância com uma curta convivência com cães, como disse naquela outra ocasião, por isso tenho muito o que aprender ainda. O fato é que nosso amiguinho foi chegando, conquistando-nos e mostrando a razão de mu...