Postagens

Vitórias

Imagem
Muitas jornadas temos que completar sozinhos. Nós e Deus. Alguns nos impulsionam. Confiam em nós ou simplesmente nos ouvem. Sabemos que vale a pena prosseguir, pois temos a certeza do que nos espera. Deixamos as quedas de lado para levantar em direção à vitória definitiva, ainda que ela demore um pouco. Não importa qual seja o destino, como diz a música de um grande compositor, " você não saberá, se não seguir pra ver o que há no fim da estrada ". Muitas vezes o destino é livrar-se de algum defeitinho de caráter, de um "pecadinho de estimação", da gula por chocolate, de beber, da falar alto, de falar demais, de falar dos outros, da religião dos outros. Às vezes é ter mais "tato" com nossos semelhantes, respeitando suas opções e fraquezas, sem querer impor a nossa verdade. É também aprender a respeitar o silêncio alheio. Essas vitórias não nos tornarão melhores do que os outros, mas nos tornarão alguém melhor. Não são simples como chegar na agência, pe...

Coisa de meninos

Imagem
A embalagem dos cards   Os da minha idade vão se lembrar e os um pouco mais novos também. Começou, ao menos para mim, por volta do ano de 1978 e durou até 1980 ou 1981. Fizesse sol ou chuva, lá íamos nós para cima e para baixo carregando os maços delas, presas com elásticos de amarrar dinheiro. As figurinhas da Coleção Futebol Cards Ping Pong eram confeccionadas em papel tipo cartão. E eram grandes. Numa época longínqua sem internet, traziam, além da foto do atleta, curiosidades e informações sobre a sua vida, títulos, clubes pelos quais passaram e coisas do gênero.  Quando nos mudamos do Paraná para Minas Gerais, eu e meu irmão levamos muitas delas conosco e a ânsia dos moleques por aquelas figurinhas era a mesma nos dois Estados. Fazia-se de tudo para aumentar a quantidade e qualidade das figurinhas da coleção, mesmo repetidas. Elevar a quantidade permitia maior poder de oferta em caso de troca, ou seja, você mandava várias repetidas por uma inédita na sua coleção.Va...

Despertando

Imagem
No aroma do café matinal é que, de fato, desperto para um novo dia. Curioso como algumas coisas passam a fazer parte da vida da gente, não é? Durante uns bons anos não pensei muito sobre o café que tínhamos na casa de meus pais todas as manhãs, desde a longínqua época em que nas casas das minhas avós eu via o fruto sendo torrado e depois moído antes de ser "passado no coador de pano". Cheguei mesmo a fazer uma troca por achocolatado durante um breve período. Depois de casados, eu e minha esposa ficamos sem ele por alguns meses, afirmando que não fazíamos questão, até que sentimos a ausência de algo em nossas manhãs e concluímos admirados que era do café, que retornou à nossa mesa com o auxílio de uma cafeteira. Os anos se passaram, a cafeteira quebrou e assumi o prazer de forjar a bebida sem ela, todas as manhãs, moldando aos poucos o rito que hoje vigora a cada alvorecer. Enquanto as silhuetas de vapor se desprendem da mistura de pó e água e impregnam nossa cozinha,...